terça-feira, 9 de novembro de 2010

O regresso - parte 2!

Bom

Então saimos de Zamora pela manha. Objectivo: abastecer as motas com gota espanhola que é mais barato!
Paisagens altamente pela manhã até chegarmos a uma bomba da Repsol com carradas de gente. Lá abastecemos. Mais uma vez dei uma de somitico e atestei mesmo mesmo mesmo até cima. Resultado: O excesso voltou a sair pela ! GRRRR! Bem vamos mas é embora ate Bragança.

Chegádos lá, fomos á mesma pastelaria onde tinhamos parado á vinda. Como já estavamos fartos de barritas, optamos por meia de leite e uma torrada. Enquanto isso lemos o Publico, vimos um pouco de TV, partilhar cenas no Facebook, meia duzia de telefonemas e bora para o IP4 até Vila Real.

Confirma-se a desertificação desta estrada! Durante este trajecto apanhamos policia, à paisana ao radar. Coisa que em Espanha apanhámos N radares sinalizados.

Saímos para Vila Real. Optámos  por ir pela rota to Douro até à Régua para almoçar e depois seguir pela mesma estrada até ao Porto para uma chegada apoteotica. Parámos num restaurante onde almoçamos um frango assado que soube as mil maravilhas.

"Ah e tal, bora voltar ao IP4?" "nah", respondi. Bora mas é curtir as curvas! E andámos,andámos,andámos,andámos passamos por sitios onde já tinha passado na ultima edição do Guimaraes - Lisboa. Até que ... nos perdemos. Bora lá ligar o GPS e eis que a previsão é de 100km para o destino com um tempo total de 2h! 2h!!!! Fogo!! Estava cheio de calor, cansado queria chegar ao Porto. Eis que o Sérgio se vira e diz:"Se tivessemos ido pelo IP4, já lá estavamos" GRRRRRRR! Ele não devia ter dito aquilo.

Continuamos, curva atrás de curva ( e realmente é um rota brutal! ) até que começamos a entrar no Porto. Direcção á Ribeira para uma jola ( ou fino como se diz lá em cima ) . Ainda não tinhamos posto as motos no descanso já vinha um carocho pedir uma moeda...

Lá fomos a um bar, que o Sérgio teve o cuidado de escolher , que era de um adepto da claque dos "Super Dragões". Espectacular! Ainda para mais para um adepto do Glorioso como eu!

Jola bebida, despedidas feitas e segui para Coimbra, com a sensação de querer mais!

A repetir , sem duvida. Como já é tarde, amanha meto fotos!

Enjoy!

domingo, 3 de outubro de 2010

4º Dia . San Sebastian - Zamora

Acordar do 4ª dia, o processo de desmontar a tenda e colocar a tralha toda na mota começa a correr cada vez melhor e mais rápido. Acordar o Hugo é que não :p (joking!)
Os objectivos iniciais levar-nos-iam neste dia até França, mas a verdade é que o facto de eu não ter documentos me inspirou alguns cuidados e atravessar mais uma fronteira (ok, hoje em dia nem se dá conta dela) poderia trazer, por azar, alguma operação stop ou algo semelhante (situação a evitar a todo o custo).
Sendo assim, encurtamos a viagem num dia (desculpa Hugo!) e começamos hoje aquele que seria o caminho de regresso. Este último tinha sido delineado como minimalista, atravessando o interior menos povoado de Espanha e utilizando, quando fosse caso disso, as auto-vias gratuitas.
Parque pago, fomos ainda ao centro de San Sebastian para uma última fotografia e rumamos a Pamplona.. a ideia era sentir o ‘cheiro’ da cidade e tomar lá o pequeno almoço.
A chegada a Pamplona fez-se rápida, e ainda nos arredores fizemos uma pequena paragem para a fotografia da praxe... mal nós sabiamos que logo ali à frente estava... err... uma operação stop da policia!

Quem não deve não teme, mas a verdade é que eu temia e queria evitar a todo o custo uma coisa deste género pois não tinha documentos, apenas uma fotocópia, e nem cópia tinha da Carta Verde do seguro.
O cenário ficou mais negro porque esta nossa situação de parar a 500 metros da policia, a mexer nas malas e não sei que mais poderia sugerir que estaríamos a esconder 'coisas'... hmmmm

Não havia volta a dar... seguimos, Hugo à frente, e ao chegar lá mandaram-nos parar e o guarda apenas se limitou a olhar para a traseira das motas e mandar seguir. Acho que os autocolantes (PT) nos tinham acabado de safar de umas boas chatices (e da multa).
Ufa!
Na baixa tratamos de nos alimentar e logo seguimos rumo a Burgos onde iriamos almoçar.

Esta segunda parte da viagem permitiu adoptar um outro tipo de ritmo... aqui o objectivo era galgar kms e não tanto passear por estradinhas pequenas, e foi isso que se fez não ficando grandes registos fotográficos apesar da paísagem ser variada e em alguns pontos interessante. A minha velhinha R65 cumpriu bem sem complicações de qualquer tipo.

Em Burgos almoçamos seguindo a técnica do costume... comprar mantimentos num supermercado, fazer umas sandes e almoçar em algum sitio simpático.
Aproveitei a paragem para confirmar o nível do óleo da R65, e pese embora não estivesse muito baixo, adicionei mais um pouco. Estavamos a rolar em ritmos mais elevados o que normalmente significa um maior consumo, especialmente pelo meu já muito rodado motor (com segmentos novos).
Final da tarde, calor abrasador.. lá chegamos a Zamora e fomos directos ao camping mais próximo da cidade..
Check-in feito, na recepção do parque falava em... PISCINA! Ficamos cegos com a ideia de dar um mergulho (ainda estava um calor abrasador) e montamos literalmente a correr as tendas para lá ir dar um mergulho.
Toalhita na mão lá fomos em êxtase para termos a decepção do dia: a piscina não era mais que uma miragem... estava toda coberta e com ar de não ser usada faz tempo :((( Damn!
Vida dura... não há piscina? Toma-se chuveiro! :p

Jantar preparado era tempo de ir visitar a cidade, Zamora acaba por ser uma cidade pacata e pequena, mas o centro histórico é interessante. A zona dos bares faz lembrar uma ribeira ou um bairro alto...

Hugo:
Bora lá atravessar Espanha. Primeiro destino: Pamplona.

Como sempre eu ficava sempre para tras quando era altura de arrumar a tralha. Hoje nao era excepção. Lá arrumei tudo e fui pagar.
Chego á recepção e o funcionario pede-me o cartão."Qual cartão?" "O cartão!" "pero nao me deste nenhum cartão!" Quando estava prestes a desistir, lá encontrei o cartão do parque que estava junto do cartão de crédito que eu tinha "deixado de proposito ali para não me esquecer".

Adiante. Road to Pamplota. Apanhamos umas auto-vias simplemente fantásticas. Bom piso, 3 faixas, excelentes paisagens pelas montanhas de Navarra! What a view!!!! E tuneis. Montes de tuneis. Neles só se ouvia uma coisa: a R65 do Sérgio. VRRRRRUUUUMMMM

Finalmente chegamos. Decidi parar junto a placa de inicio de cidade para tirar umas fotos. Volto a arrumar a tralha e siga. Tinha avistado uma dimiminuição de mais a frente com uns carros vermelhos, mas nem liguei. Quando no aproximamos do local, era a policia. O agente ainda hesitou um pouco em nos mandar parar mas lá o fez. "Buenos dias!". "Bom dia", respondi. Ele apenas olhou para a matricula e mandou-nos embora. Deve ter visto que eramos tugas a passear (aqui foi a primeira vez que pensei que fiz bem em nao colar logo o autocolante a dizer "Euskadi") ...

Não andamos muito ás voltas, ainda estava algum transito. Lá paramos em cima do passeio junto do primeiro cafe que encontramos. Café e uma nata, era o objectivo. Azar do caraças o unico bolo que havia eram .. donuts. Paciencia. Lá teve que ser

Comemos e abalamos. Destino: Almoço em Burgos. Mais auto-vias. Paragens para meter combustivel e comer umas barritas.

Adorei passar as planicies espanholas. Tem aquele ar que viamos nos filmes quando eramos mais pequenos.

Burgos: Entramos na cidade como objectivo de comprar almoço. 1º Padaria. 2 BAguetes e Sumo. Depois lá descortinamos um supermercado. Almoço do costume, sandes com pate, queijo fiambre e sumo. Rever o estado das motos e seguir viagem.


Paragem para gasolina e decidir onde iriamos pernoitar. Zamora? Salamanca? Decidimos ir por Zamora e entrar em Portugal por Bragança.

Chegamos a Zamora ás 19h30 e estavam 36º (imagino durante a tarde). Fomos direitos ao parque de campismo. Check in e tal
e a menina da recepção mostra-nos o mapa do parque. Piscina!? PISCINAAA!! Ponderamos a hipotese de 1º ir dar um mergulho e so depois
montavamos as tendas. Mas nah! vamos mas e montar isto e logo se ve. Calção , chinelo . Chegamos a piscina e ...
estava tapada!! GRRRRRRRRRRRRR! Depois de um dia daqueles...

Bem, lá fomos fazer comer e sair para ir beber um copo.
O sergio pela 1ª vez andou na GS(à pendura). Como ele nao tinha os documentos, optamos por levar apenas uma mota. Para
nao haver stresses lá levei a mala que tinha o "P".

Zamora é uma cidade pacata mas com alguma vida nocturna. Não é de estranhar pois toda a Espanha tem. Lá demos uma volta pelo
centro historico. Encontramos um bar a passar musica dos 90's . cerveja barata. Percebemos logo pq era o unico bar cheio.

Copos bebidos e lá voltamos para o parque. Desta vez as minhas botas ficaram fora da tenda. GPS,Tlm , mota do sergio a carregar e bora xonar que amanha ha mais.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

E os nossos Amigos da Sanabria ...

... Encontraram-nos!!

Com a perda do caderno do Sérgio, perdemos também alguns contactos. Mesmo assim, o João encontrou-nos e já nos enviou uma mensagem de cumprimentos!!!

Já contactamos os nossos amigos espanhois , e esperamos resposta!

Obrigado João. É bom fazer amigos assim :D

Um abraço!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

3º Dia . La Vega - San Sebastian

3º Dia . La Vega - San Sebastian

Sérgio:
Ao contrário do que eu esperava, e depois de um dia com tantos azares, durante a noite não choveu. Acho que ainda não referi, mas a minha tenda já tem alguma história e a minha confiança nas suas capacidades impermeáveis já foi maior. Antes assim! ;)

Ainda no coração dos Picos da Europa, o primeiro objectivo do dia seria passar no posto da Guardia Civil de Potes para ali reportar a perda de documentos, e eventualmente carimbarem a minha fotocópia dando-lhe alguma validade...
Para a Potes chegar, existia uma ’pequena’ grande condicionante: dar vida à minha velha R65... ou a bateria antiga da R65 conseguia fazer o arranque matinal (sempre o mais difícil), ou ligava a mais pequena em paralelo... ou lá tinha de pedir ajuda a alguém com um carro nas imediações.

Surpresa das surpresas, a velha bateria decidiu cumprir a sua função (eu tinha carregado um pouco na noite anterior)!

Lá usufruimos um pouco mais das delicosas estradas dos Picos e sem demoras chegamos a Potes.
O posto da Guardia Civil fez-me lembrar os nossos postos da GNR das terriolas mais pequenas.
Fui atendido por um guarda muito jovem que depois de ouvir o meu relato me perguntou várias vezes se queria apresentar queixa. Eu expliquei que fundamentalmente pretendia uma declaração em como perdi os documentos e caso fossem encontrados se me seriam entregues na morada portuguesa.
Depois de algumas confusões e luta com o computador que aparentemente era um objecto com o qual ele não sentia grande empatia, lá consegui - imagine-se - que ele me carimbasse a fotocópia dos meus documentos como estando conforme os originais (que ele, como é óbvio ,nunca viu).
Parece que assim tinha realmente condições para continuar a viagem, pese embora me faltasse original ou cópia da carta verde...

A nossa próxima paragem seria em Bilbao onde pretendíamos almoçar e ver o Museu Guggenheim. Fizemos umas estradinhas bem giras (o Hugo não deve tardar a meter uns videos), e quase sem dar conta já estavamos à porta de Bilbao...
Quando penso em Bilbao, talvez defeito profissional ou não, a primeira imagem que tenho é a do Museu Guggenheim e foi precisamente aí que nos deslocamos.
Motas estacionadas lá perto, procuramos mantimentos num super-mercado local que curiosamente tinha um ‘hot-spot’ internet à porta. Hora de ver o email, responder a alguma mensagem urgente, pedir copia da carta verde à seguradora... isto dos telemoveis com wifi acaba por ser mais útil do que se pensa!

Como já referi anteriormente, este nosso projecto/viagem tinha como principal premissa ser low-cost. Isso implicava almoços de sandes, e agora que penso nisso, esta ideia funciona muito bem.
É um luxo poder almoçar ao ar livre, à sombra de uma árvore, bem juntinho a um Museu emblemático.

Museu visitado, alguns ‘recuerdos’ comprados estava na hora de seguir viagem...

Para variar a paisagem, desta feita seguimos junto à costa, mas, como de costume, optamos pelas estradas nacionais.. só assim se conhece bem uma zona :)

San Sebastian é uma cidade grande... grande e bonita. Logo à chegada e enquanto procuravamos um sitio para estacionar, deu para perceber a dimensão e de certa forma, alguma influência da proximidade da fronteira. A zona da praia faz-me lembrar o sul de França, enquanto que o miolo histórico me fez às vezes sentir em Paris. Estranho? Talvez..
Logo seguimos a explorar a cidade que muito me surpreendeu pela dimensão, cuidado urbanístico e acima de tudo... vida social!
É notória a diferença da forma de ser e viver entre os povos portugueses e espanhois: aqui vive-se muito mais a cidade, todas as pessoas saem do trabalho e vão socializar em vez de se fecharem em casa. ‘Me encanta!’ :)
(uma irmã mais velha da minha R65... bom gosto!)
Como a cidade era grande e interessante, e porque já estava a ficar tarde, decidimos jantar pela baixa para depois ir procurar parque onde ficar. A ideia de pernoitar numa pensão era interessante, mas eu preferia conseguir carregar a minha bateria durante a noite e para tal (é muito aborrecido tirar a bateria da mota), um parque de campismo seria o ideal.

Já de noite,com os dois GPS sem bateria, com o carregador da mota do hugo partido, lá tive de tentar ligar um carregador na minha.. mais um esforço para a minha já muito esforçada bateria. O certo é que tudo funcionou bem, e rapidamente fomos ‘conduzidos’ até ao parque mais próximo que ficava no cimo de uma colina sobranceira sobre a cidade.
Foi o parque mais caro onde estivemos, mas as condições também eram muito interessantes, com acesso internet, espaço afável e ambiente descontraído.
Como já vinha sendo costume, e para terminar o dia (ou noite) em beleza, umas cañas bem frescas souberam muito muito bem :)

Hugo:

Lá acordamos com a disposição de que este dia iria correr melhor. E correu. Começamos por desmontar tenda e arrumar as tralhas. Próximo passo: ir até Potes onde havia um posto da Guardia Civil e tratar da documentação! 

Há saida o Sérgio deu uma de realizador e fez 2 filmes (ainda nao editados):









este:







Enquanto o sérgio tratava da papelada eu resolvi ir dar um giro pela aldeia e tirar umas fotos:


Tudo tratado, vamos tomar um cafe e siga viagem. Achamos que nao valia a pena fazer mais filmagens e arrumamos tudo. Até que chegamos aqui:
Foi entao que percebemos que filmar mais um pouco aquelas paisagens. Mais um video:





Próxima paragem: Bilbao. De Bilbao , para alem do nome da cidade  , ouvira falar no Sagrado Coração de Cristo ( não há fotos pois o Sérgio queria era seguir para o museu!!) e o Museu Guggenheim.

Chegámos pouco antes do almoço. Fomos directos ao Museu. Atravessámos o Centro de Bilbao , passamos pelo Sagrado Coração de Cristo  , que é uma estatua enorme, no topo de um pilar igualmente enorme , situada numa rotunda e lá avistamos o Museu. Andamos ás voltas para conseguir lá parar ao pé. Tentamos encontrar um parque de motas , mas nada. Resolvemos entao parar as motas em cima do passeio à porta de um café bue chique que lá se encontrava:


Procuramos um supermercado. 1º o Sérgio foi pedir a informações a umas pessoas que passavam na rua que eram... turistas franceses! Por acaso , um taxi parou ou pé de nós e lá nos indicou onde havia um supermercado. Não usar só o GPS tem destas coisas! Interacção com as pessoas. Como se diz agora no Facebook: "Like!" . Antes de chegarmos ao supermercado apanhamos uma zona wireless grátis. Ver email, checkar Facebook, Blog, responder à chamada do trabalho e bora la comprar pão fiambre queijo paté iogure e uma garrafa de agua. Comemos à beira rio com vista para Bilbao e para o Museu por cerca de 2eur. Que mais podiamos querer?

Bem hora de tirar mais umas fotos e visitar o museu.


Recuerdos comprados , fotos tiradas, hora de seguirmos para o próximo destino: Donostia - S. Sebastian.



Inicialmente começamos por percorrer estradas nacionais e os acessos a Donostia - S.Sebastian eram impecaveis. Quando vimos que a distancia era cerca de metade, se fossemos por AE, optamos por esta.
Ainda nos cruzámos com camionistas tugas que nos cumprimentaram com aquelas buzinadelas de camião. FFFFOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONNNNNNNNNNNNNNNNNN.

Após a incerteza do caminho ( O GPS do Rui estava nas lonas de Bateria ) vi a placa que indicava o inicio da cidade. Donostia-S.Sebastian. Mais: ao aproximar-me da costa comecei a reconhecer a paisagem de quando lá passava quando ia de férias com os meus pais: CHEGÀAÀÀMOOSS!!!! Assim que reconhecia a zona de praias, parei. Curiosidade: paramos mesmo ao pé de uma loja de motos. Resolvo entrar para ver se tem algum carregador para a BMW. Enquanto esperavamos vimos isto:


As scooters nao nos largaram. Como alguem disse em outra ocasião:"É o universo a dizer que voces são uns grandas meninos" :D.

Bem, era hora de até downtown , parar as motas e dar uma volta. E até para parar as motas foi dificil. Os parques para motos estavam cheios!!!!! Parques, ruas, tudo. Nunca me tinha acontecido até entao, quer em Portugal quer em Espanha , um motociclista parar e perguntar "Desculpe, vai sair?" estado eu ao pé da minha mota estacionada!!


Tudo arrumado, bora lá "oservar a cena". Quando começamos a andar pela cidade, era a  hora de fecho das lojas. Quase em sintonia, estava toda a gente a fechar. Mas não ia para casa. Ficava em ameno convivio pelas ruas. Crazy place!! Mais uma vez, sai um grande "Like!" a esta atitude de nuestros hermanos!


Mas não eram só motas pelas ruas. Haviam bicicletas. Muitas mesmo. Á centenas. Fez-me ver o quão usado este meio de transporte ainda é. Mais fez-me pensar que se calhar aqui em Lisboa também era gajo para começar a usar de vez em quando:

(Espectaculo de rua em S.Sebastian)

Hora da janta. Devidos aos preços elevados, resolvemos ir a um MacD. Mesmo ai os menus eram um pouco mais caros. Usamos a pouquinha bateria para descobrir o parque de Campismo. Havia 1 a 9km e outro a 20. Optámos pelo mais perto. Já era noite , estavamos cansados  de andar de mota e de andar a pé.  Lá fizemos checkin. O parque foi o mais caro que encontramos em toda a viagem. No entanto era bastante bom. Area de bar, esplanada, com wireless calmo. Mesmo o que precisavamos. Facebook em dia, mail actualizado, telefonemas para casa e uma imperial ( ou fino como o Sérgio diz lá no norte : D ) e relax:


Por tudo a carregar e bora lá xonar que amanha é outro dia!!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

2º Dia . Puebla de Sanabria - La Vega

Sérgio:
Segundo dia, o despertador e a luz matinal trataram de cedo nos tirar das tendas... o bar do parque estava fechado, portanto umas barritas de cereais, e um leite chocolatado que por acaso tinha comigo, serviram perfeitamente de pequeno almoço.
Tralha arrumada nas motas, foi hora de nos despedirmos do pessoal que conhecemos na noite anterior...
Despedidas feitas, desejos mutuos de continuação de boas férias, lá se afastaram para nos deixar partir. Supostamente.

Pois, a minha bateria que já se tinha queixado no dia anterior decidiu brindar-me com o desanimador cenário de não conseguir alimentar o starter o suficiente para a motar pegar.
Como tanto eu como o Hugo somos malta das vespas, a primeira ideia que nos ocorreu foi pegar de empurrão, mas um motor boxer com 650cc de cilindrada numa mota com mais de 200kg de peso torna a operação bem mais dificil de concretizar. Depois de duas tentativas frustradas, uma primeira só com o Hugo e uma segunda com a malta que conhecemos na vespera, lembrei-me que no meu kit de emergência tinha uns cabos ‘home-brew’ para ligar baterias.
Logo se arranjou uma bateria de carro para testar, e à primeira tentativa a R65 ronronou saudavelmente como se nada do que tinha acontecido fosse com ela.
Obrigado ao Hugo e aos nossos amigos (Paulo e Sofia e ao Henrique e Mónica ) pela paciência e ajuda voluntariosa!

Com este atraso, mal se tomou pequeno almoço.. não queria desligar o motor até encontrar um “taller” que tivesse baterias para mota. Apesar de ser ligeiramente ilegal, procurei desligar as luzes sempre que possível, pois sei que estas motas pouco carregam com as luzes acesas e especialmente abaixo das 3.000rpm.


E foi nestas condições que se cruzou grande parte do Parque de Sanabria, onde visitamos o lago que lhe dá o nome. Muito bonito com recortes de relevo montanhoso e praias fluviais convidativas... quero lá voltar um dia com mais tempo!


Como as estradas de montanha são pouco férteis em baterias para mota, seguimos rumo a Leon, a maior cidade que ficava no percurso para os Picos da Europa.
Belas estradinhas fizemos até lá chegar, e por lá almoçamos (sandes ao ar livre!).
Nos arredores lá encontrei sitio ( Feu Vert) onde comprar bateria, e como tinha uma nova em casa, acabei por apenas comprar uma bateria de emergência que poderia ser utilizada posteriormente na minha Vepsa PX. Como ela vinha com os ácidos separados (aparentemente prática corrente com baterias de mota) tive também de comprar um pequeno carregador.

Que se seguia? Picos da Europa! Com os atrasos matinais e as compras forçadas o tempo foi passando e ao contrário o que de inicio se pensou, optamos por arranjar um camping nos Picos.
Vindos de Leon, seguimos pelas ‘carreteras’ secundárias que eram muito muito fixes:



O GPS foi sempre muito útil, especialmente para entrar e sair das cidades sem perder muito tempo, mas neste dia insistia em nos mandar para uma rua sem saída..


Mas com um ou outro desvio lá nos fomos embrenhando nos fantásticos recortes dos Picos da Europa...

E foi aqui que ‘descobri’ que tinha perdido a minha máquina fotográfica... não percebi bem como nem onde, mas tinha desaparecido do meu saco :(
Bom, pensei eu, sempre tenho o telemovel e o Hugo tem uma boa digital.. podia ser pior (mal eu sabia...)!



Apesar do tempo enublado, as paisagens continuavam a ser fabulosas...
As curvas dos Picos da Europa tomaram conta de nós e o registo em filme consegue, talvez, mostrar um pouco melhor como são divertidas de se fazer de mota, não consegue é representar a imponência dos desfiladeiros e da paisagem.


Com o cada vez mais constante aproximar do final de tarde, e uma vez que ainda não tinha resolvido o meu problema da bateria, decidimos pernoitar no parque de campismo de La Vega, ficava bem perto de Potes.
Quando lá cheguei, prontamente me dirigi à mochila para tirar os documentos para efectuar o registo e.. hmm..
..
Porra! Não encontro o saco dos documentos!!!
..
errr... durante uns momentos não acreditei que aquilo estava a acontecer, é que quem me conhece, sabe bem que sou muito cuidadoso com estas coisas. Até este dia costumava gabar-me de nunca ter perdido uma chave!

Passado o momento de revolta inicial, tentei ser racional: a última vez que tinha utilizado os documentos foi quando comprei a bateria para a mota, assim, pedi para utilizar a internet no camping, vi o número do ‘Feu Vert’ de Leon e pedi ao funcionário do parque para ligar por mim pois seria mais fácil de explicar a situação em castelhano fluente do que no meu esforçado ‘portunhol’.
A ideia de fazer uns 150km de curvas ao anoitecer não era atraente, mas se lá estivessem os meus documentos, iria lá prontamente...
A empregada do Feu Vert fez o favor de procurar na loja e no parque de estacionamento, mas nada encontrou...
Descartado esse local, e uma vez que só fizemos posteriormente paragens para tirar fotografias e/ou discutir trajectos, muito possivelmente num desses momentos devo ter pousado a câmara fotografia e saco dos documentos em cima da mota, e depois arranquei sem perceber que estavam soltos. Estupidez minha. :(
Como não existia certeza de onde estariam, não considerei a hipotese de voltar para trás, se arranquei com eles soltos quase de certeza estariam numa berma com vegetação e seria quase impossível de os encontrar.

Foi mau, mas podia ser pior. Felizmente tinha o cartão multibanco comigo (no bolso do casaco), e uma fotocópia dos documentos (excepto da carta verde) na mota, pelo que poderia seguir viagem com um minimo de condições (ter um acidente, ou ser parado pela policia era bastante desaconselhado...).
Quando viajarem, levem sempre uma fotocopia de todos os documentos, estas coisas acontecem...

(
Passado este stress, lá se montaram as tendas e se fez um jantar no magnifico fogão a alcool.. Tratei também de iniciar a bateria de reserva e carregar a antiga que estava na R65 - carregando todas as noites possivelmente nunca seria necessário utilizar a pequena, mas esta oferecia garantia acrescida de nunca ficar apeado.

Foi um dia muito intenso, começou e acabou com stress, mas ofereceu-nos também das melhores estradas e paisagens que um adepto das duas rodas pode querer.. assim sendo, ficamos pelo parque e bebemos uma bela cerveja para relaxar e falar mais um pouco sobre o sucedido..


O parque de campismo era impecável, bem inserido no meio natural, só se ouvia o barulho da água que passava num pequeno ribeiro e estava quase vazio (só uns alemães como vizinhos).. cenário perfeito para o merecido descanso!


Hugo:
Começamos bem o dia, pelo menos nos primeiros minutos. Mais ou menos a horas, as coisas a serem arrumadas a um bom ritmo. Os nossos recentes amigos passavam pelo local onde estávamos repetidamente a desejar-nos boa viagem! Tudo arrumado, ready, set go!! NOOOOTT!! Parece que alguem confiou demais no carregamento de uma bateria.... que acabou por não carregar.  


Solução#1: empurrar a mota e tentar que ela pegasse! Bora lá que hoje temos de ir para os Picos da Europa! Para trás e para a frente e nada!! Volta a tentar... Nada! Mais uma vez!!! Nada!! Isto tudo com a ajuda do pessoal que esteve connosco na noite anterior. "Bem ..." diz o Ségio, "tenho ali uns cabos artesanais, podemos tentar ligar á bateria de um carro" . Lá empurramos(ei) a mota ate junto de um dos carros, e com os mega cabos artesanais ( só tinham pinças numa das pontas) lá metemos a mota a trabalhar! Com muita pena nossa optámos por não tomar um cafezinho de despedida, antes que a mota fosse abaixo. 






Fomos ver o Lago de Sanábria que tem umas paisagens brutais:












Rumamos a Leon!


Paragem a meio para a ração de combate! 2 Barritas de cereais, uns Choco Micos e estavamos prontos. Eix que começa a chover! Pouco, mas chovia! Lá demoramos mais 5 minutos a tentar ver se valia a pena vestir o fato. Lá vestimos e seguimos viagem! Com a sorte que tinhamos se não vestissemos, ia chover a potes. Como vestimos, 5km depois já tinha parado de chover!


3 areas de descanso depois paramos e tiramos os fatos de chuva.






Chegada a Leon:
Léon é uma cidade com carradas de gente pelas ruas. Lá andamos as voltas a seguir o que o GPS nos indicava . De relembrar que metiamos sempre centro de cidade. Assim iamos conhecendo mais qualquer coisa.
Estacionamos as motas em cima do passeio. O Sérgio junto ás outras, eu um pouco mais a frente devido à dimensao e peso que a GS carregada implicava.


Tudo estacionado, tiramos casacos , arrumamos capacetes e fomos à procura de um supermercado para comprar algo para o almoço. A menina dos gelados lá nos indicou e la fomos comprar pao, patê queijo , fiambre e IceTea. Almoçamos em pleno centro de Léon.






Na hora de almoço aproveitei, para verificar o telemovel. Tinha um numero que não conhecia. "Será que se passou alguma coisa?" Lá devolvi a chamada e reparei que era acerca de um processo de recrutamento. Chamada, despachada, bora lá tomar cafe e seguir viagem.


Voltinha pelo picadeiro, café no Café Europa. Foto para aqui, foto para ali e embora. Tinhamos de ir procurar "Tallheres de mota!" para comprar uma bateria para a mota do Sergio e oleo de travões para a GS (tinha uma pequena fuga no travao da frente e eu nao queria arriscar)




Lá encontramos a oficina, bateria e carregador comprados e siga em direcção ao Picos da Europa! Lá andamos perdidos devido a estradas novas que não existiam nos mapas do GPS e recorremos à velhinha tecnica do mapa e de perguntar ás pessoas. Numa das bombas aprendi 2 coisas: o caminho para Riaño (inicio dos Picos da Europa) e que não devo atestar o deposito da GS até cima ( o excesso sai por um tubo escuador para o efeito) !


Lá fomos em direcção a Riaño. A meio do caminho paramos para tirar fotos.





Foi aqui que começamos a ver o que faltava! A máquina fotográfica do Sérgio!! "Deve ter ficado em Léon! Bolas!!

Paciencia! Siga para Riaño!




Depois de curvas e mais curvas, abertas, fechadas, descidas, subidas, gado no meio da estrada lá chegámos a La Vega. Havia meia duzia de casas uma caixa ATM e um posto de turismo. Perguntámos onde havia um parque de campismo e era mesmo ali. Escolhemos ficar por ali mesmo. Hora de fazer o check in no parque. O Sérgio chegou-se á frente e deixa la ver os documentos... E nada!!!

Será que tinha ficado na loja onde compramos a bateria? Com a ajuda dos donos do parque de campismo la ligamos para a loja! Na pior das hipoteses teriamos de voltar a Leon... Pela estrada onde viemos!!!!! Se tivesse de ser, seria! Não estava la nada. A solução era no dia seguinte em Portes ir à Guardia Civil e expor o caso!
Mas isso ficava para o dia seguinte.

Ao descarregar as coisas reparei que tinha partido o adaptador para tomada de isqueiro da saida da BMW. O sitio onde essa tomada está é francamente má. Situa-se junto ao selector de mudanças e devo ter tocado e partido aquilo. Nada como acabar o dia em beleza :( . Por fim queriamos pagar o parque , com cartão e não tinham. Tive de voltar a vila para levantar!

Acampamento montado , fazer comida e ir beber uma mini para esquecer os problemas que tivemos e relembrar as paisagens por onde passamos!